Fundamentação Teórica
As bases que sustentam o PlanejaDUA
Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA)
O DUA nasce da constatação de que a variabilidade é a regra, não a exceção: não existe estudante médio. Em vez de planejar para um perfil hipotético e depois adaptar para quem ficou de fora, o DUA propõe antecipar a diversidade no próprio desenho da aula, oferecendo múltiplas formas de representação, engajamento e ação/expressão desde o início.
Diretrizes CAST 3.0 (2024)
A versão 3.0 das Diretrizes reforça o compromisso com equidade e desloca o foco da 'adaptação individual' para a remoção de barreiras sistêmicas — inclusive as barreiras de exclusão histórica e cultural. Os três princípios permanecem, mas com ênfase no desenvolvimento da agência do estudante e no reconhecimento de que o ambiente, e não a pessoa, é o que precisa ser redesenhado.
Modelo social da deficiência
A deficiência não está apenas no corpo: resulta da interação entre características da pessoa e barreiras do ambiente. Aplicado à sala de aula, isso significa perguntar 'o que nesta atividade está impedindo o acesso?' em vez de 'o que falta neste estudante?'. É o referencial que sustenta a Lei Brasileira de Inclusão.
Educação Matemática inclusiva
A pesquisa em Educação Matemática mostra que a compreensão conceitual se constrói no trânsito entre representações — concreta, pictórica, verbal e simbólica. Aulas que oferecem um único caminho simbólico produzem exclusão precoce. Inclusão em Matemática não é reduzir a exigência conceitual, é multiplicar os caminhos de acesso a ela mantendo altas expectativas para todos.
Formação docente reflexiva
Mudança de prática não decorre de prescrição, mas de reflexão sobre a ação. Por isso o PlanejaDUA combina estudo, análise de casos, redesenho de atividades reais e registro reflexivo: o professor examina as próprias decisões e reconstrói seu repertório a partir delas.
Referências
- CAST. Universal Design for Learning Guidelines version 3.0. Lynnfield, MA: CAST, 2024.
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